Queixas de más práticas médicas

Queixas de más práticas médicas

Queixas de más práticas médicas

“A perna de uma mulher foi amputada porque os médicos cortaram uma artéria em vez de uma veia durante uma cirurgia às varizes. Um homem operado por causa de uma sinusite acabou por ficar cego. Um médico esqueceu-se de uma pinça no abdómen do doente durante uma cirurgia”. Estes são apenas alguns dos exemplos de casos que chegaram a tribunal, no entanto, são inúmeras as queixas apontadas para a má prática médica que, por não terem fundamento ou porque obter e fazer prova neste tipo de situação é muito difícil, não deram origem a acusação.

Em Portugal há alguns dados que nos permitem ter uma noção da evolução deste problema. O valor mais significativo é o de queixas em casos que resultam em morte ou incapacidades graves que chegam ao Conselho Médico-Legal do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF).

Foi em 2014 que se atingiu o valor mais elevado de sempre: 213 processos (a maioria dos quais relativos a situações de eventual negligência médica). Relativamente a anos anteriores os números não diferem muito, sobretudo desde 2008, ano em que se observou um pico (ver figura 1).

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Figura 1– Processos que deram entrada no Conselho Médico-Legal

 

Fonte: Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e Ordem dos Médicos
Notícia na íntegra disponível em: https://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-muitas-queixas-de-ma-pratica-medica-mas-poucas-chegam-a-julgamento-1727988